sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Uma estrada irresistível

Continuando a narrar as aventuras do casal de detetives Patrick Kenzie e AngieGenaro, oconsagrado escritor Dennis Lehane narra a história da investigação do desaparecimento de Amanda McCready, uma adolescente que fora resgatada de um seqüestro pela dupla de investigadores quando era criança. O livro mostra a nova aventura de casal de detetives em meio ao novo momento que eles vivem na sua vida pessoal: casados pais de um bebê, Patrick e Angie passam a investigar não só o desaparecimento de Amanda como o tráfico de bebês já que uma coisa se liga à outra no decorrer da narrativa. Envolvendo o leitor desde o começo, Dennis Lehane vai construindo uma atmosfera de suspense e tensão que vai em um crescendo cada vez mais alucinante com direito a várias cenas mais violentas, pois o processo de busca por Amanda revela perigos muito sérios, que atingem, inclusive, a vida dos detetives. Um fato importante na narrativa é que ela mescla passado pessoal dos protagonistas com a investigação do caso. Como atitudes do passado interferiram na maneira como o caso apareceu, isso passa a interferir no curso das investigações. A brilhante história de Lehane envolve de maneira completa o leitor, levando-o a se sentir parte integrante da trajetória de todos os personagens.
Como vem fazendo ao longo de sua carreira, o escritor Dennis Lehane apresenta um excelente romance da literatura policial que honra a tradição do gênero e proporciona uma leitura empolgante e emocionante, m uma obra de personagens fortes, empolgantes e apaixonantes.   

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Casamento entre a música popular e a clássica

No último dia 06 de setembro o cantor João Bosco e a orquestra sinfônica de Minas Gerais se uniram para fazer uma excelente apresentação no Palácio das Artes, onde João cantou muitas de suas músicas dentro de um arranjo típico da orquestra sinfônica.
Foi uma apresentação da mais alta qualidade, com um repertório muito bem escolhido onde se pôde apreciar a melhor música popular brasileira em conjunto com uma regência perfeita do maestro e um equilíbrio muito bom entre os dois gêneros.
Esse tipo de evento é uma excelente iniciativa de se juntar gêneros tão distintos como a música popular e a música clássica de maneira que as duas passem a se comunicar harmoniosamente. Outro ponto importante é que esses programas são uma maneira das pessoas que nunca tiveram muito contato com a música clássica passem a ter uma relação mais próxima com o gênero e aprendam a apreciar melhor as obras e os compositores que fazem e fizeram esase tipo de música.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Catarse na telenovela

A ocorrência da catarse em uma narrativa depende, principalmente, da expectativa que vai sendo construída para que aquilo aconteça. Durante o desenvolvimento de uma narrativa, seja ela qual for, o autor deve encaminhar a trama para a catarse: é ela que despertar as emoções mais primitivas do ser humano. No teatro grego. por exemplo, a trama das peças fazia isso muito bem: em Édipo rei a descoberta de que é filho de sua esposa é que causa o arrancar de olhos do protagonista e o suícidio da mãe. Em novela isso  é favorecido pela longa duração: a narrativa vai se desdobrando aos poucos e isso faz com que a espera pela catarse cresça cada vez mais.
Durante essa fase de preparação para a catarse os autores são hábeis em fazer com que o público se mantenha preso aos capítulos que são exibidos como, por exemplo. na atual novela das nove Avenida Brasil onde o protagonista Tufão não descobre nunca a verdadeira personalidade de Carminha a grande vilã da novela que o engana desde o começo sem que ele e sua família percebam que ela é adúltera e dissimulada.
Em diversas outras novelas como Vale Tudo, onde a mocinha Raquel esbofeteou a vilã Odete Roithman depois de meses de desprezo e humilhações, a catarse aconteceu nesse momento. É sempre fundamental em uma narrativa que isso aconteça, caso contrário o público se desinteressa como nas últimas novelas de Manoel Carlos que são excessivamente lentas. Essa opção por uma narrativa mais lenta é arriscada, pois corre-se o risco de saturar a audiência levando, às vezes, à queda do ibope no caso das novelas por exemplo.
Para o público fica sempre sendo a válvula de escape de suas angústias a demonstração na ficção da revanche contra uma situação em que o personagem descarrega sua revolta depois de viver muitas humilhações ao olhos do público.

domingo, 22 de julho de 2012

Uma comédia à italiana

Continuando com sua proposta de fazer filmes em países europeus, Wood Allen fez mais uma deliciosa comédia em Para Roma com Amor. O longa reúne, mais uma vez, um elenco recheado de estrelas como: Jesse Eisenberg, Ellen Paige e Susan Sarandon que circula pela velha Roma em quatro tramas paralelas que vão convergir ao fim da película. Com tal elenco, o diretor investiu mais na comédia ao mostrar as confusões amorosas que envolvem  o espectador pela linguagem dinãmica e ágil. O personagem de Allen, diretor de óperas, vai conhecer o sogro da filha e vê nele um cantor de ópera talentoso e mal aproveitado, A partir daí muitas confusões, enganos, trapalhadas seguem envolvendo a todos os personagens. O filme é uma delícia, perfeito para quem quer se distrair sem ter que pensar em grandes profundidades. Uma comédia deliciosa que vale a pena assistir.

terça-feira, 3 de julho de 2012

SUSPENSE NA IDADE MÉDIA

Escrito por Ariana Franklin, o thriller A Mulher que desvendava a morte narra a invesigação de uma série de assassinatos de crianças na Inglaterra do século 12. O livro mostra a médica-legista Adélia Vsuvia um personagem fascinante, pois é uma especialista na morte e nos caminhos que ajudam a descobrir como ela ocorreu. Utilizando seus conhecimentos, Adélia, com a ajuda de um assistente, desvenda as mortes enfrentando a Igreja Católica em seus meandros mais perversos. Através da investigação criminal da protagonista, a autora revela como o poder real e o da Igreja corrompia, dominava e intimidava naquela época. Construindo um brilhante painel histórico, Ariana Franklin faz com que o leitor fique hipnotizado pela narrativa. Dessa maneira, ele é levado a se deixar envolver pelos crimes, pela investigação e pelos amores da médica, o que traz um sabor diferente ao livro. A Mulher qued esvendou a morte é uma leitura recomendável e emocionante.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

UMA EXPOSIÇÃO IMPERDÍVEL

Está em exibição na Casa Fiat de Cultura  de 22 de maio a 15 de julho uma exposição da obra de Caravaggio mostrando as principais obras desse grande autor e, também, de seus seguidores. Na exposição são exibidas as principais obras dele. Com uma distribuição muito bem feita de cada pintura ao longo do espaço disponível, a Casa Fiat apresenta de maneira didática e clara o perfil do artista e sua obra deixando o público muito bem informado sobre a obra e a biografia do artista. Caravaggio começou a se tornar conhecido a partir do depoimento de um barbeiro preso que disse ter sido ele quem lhe entregou um manto durante uma rixa.
O programa da exposição, aliás, é de primeira qualidade e deixa o público muito bem informado sobre a obra, a biografia e a evolução do pintor na elaboração de sua obra. Por isso, também, a exposição é imperdível: pela maneira como contextualiza a história de vida dele e a obra. Vale conferir até 16 de julho.  

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Uma novela monótona

Escrita por Elizabeth Jhin, a atual novela das seis Amor, eterno amor narra a história de Rodrigo Borges ( Gabriel Braga Nunes mediano) um homem que foi seqüestrado ainda criança e reencontrou a mãe, Verbena ( Ana Lúcia Torre) depois de adulto. Essa relação é o eixo da trama que se propõe a retratar o amor materno que permanece mesmo depois da morte da mãe. Paralelamente a esse tema se desenrolam outros temas que costumam povoar os folhetins como o amor obssessivo de Fernando ( Carmo Dalla Vechia péssimo) um vilão que deseja a mocinha Míriam ( a fraquíssima novata Letícia Persiles) que, ao conhecer Carlos, se apaixona perdidamente. O problema de Amor eterno Amor é que a narrativa desenvolve-se muito lentamente e faltam personagens carismáticos. A maioria como a vilã Melissa ( Cássia Kis Magro) ou é mau-caráter ou é chata mesmo. Por exemplo, a ciumenta Jáqui ( Suzy Rêgo) cansa com sua perseguição ao marido mais novo Kléber ( Marcelo Faria). Ele, tambem não colabora com sua eterna cara de tédio diante de tudo. Com uma trama muito previsível e repetitiva a  novela é sem graça, sem viço. Com isso é muito cansativa e desinteressante para quem assiste.
Os ataques da megera Melissa ao sobrinho Rodrigo com o auxílio do filho de Melissa Fernando se dão de maneira nada empolgante. Pelo contrário, a ação aontece sem muita tensão para o público, como se aquilo já fosse previsível.
Os núcleos secundários que se concentram nos moradores do edifício São Jorge tambem são previsíveis com uma mãe às voltas com a filha adolescente que não lhe obedece, uma empregada que é discriminada pela ex-nora preconceituosa dentre outros clichês como a irmã adoptiva caipira do mocinho e a amante obssessiva que o persegue.
Explorar esses temas não é demérito em si, mas a novela o faz de maneira muito pouco interesante, sem ânimo verdadeiro, como que para cumprir tarefa. Isso desmotiva o público a seguir a história e estimula a procurar outros modos de se divertir.
Esperemos que a substituta seja mais empolgante que esse festival de clichês sem graça e com uma embalagem mais depressiva ainda que o conteúdo.