sexta-feira, 3 de maio de 2013
UMA FAMÍLIA IRRESISTÍVEL
Produzida pelo Carnivial Films and Masterpiece, a série de TV Downton Abbey é a emocionante saga de uma poderosa família no início do século XX que participa dos principais fatos históricos do período. A série mostra essa família envolvida em muitas paixões, intrigas, ódios que vão se desenvolvendo junto com outras situações reais como a 1a Guerra Mundial e a gripe espanhola.
O elenco compõe tipos característicos daquela época retratando as diversas classes sociais e os conflitos que envolvem todos. A relação entre patrões e empregados, a disputa pelo poder dentro da estratificação social, a manipulação entre as diversas pessoas são temas que são explorados pela série. A magnífica reconstituição de época, os personagens extremamente bem delineados, a atuação do elenco fazem com que o espectador se envolva cada vez mais e crie intimidade com os personagens.
A série vai interligando seus personagens fazendo com que os ricos e pobres se relacionem de maneira a definir o destino de cada um de acordo com os eventos que acontecem. A produção maravilhosa mostra a Inglaterra do começo dos século XX com todas as características sociais, culturais, e comportamentais de cada personagem de acordo com sua origem social.
O desenrolar da trama acontece conectado aos eventos históricos e a influência desses eventos é determinante para a trama. O elenco está perfeito compondo os personagens típicos daquela época mantendo fielmente a natureza de seus personagens. É através, também, dos conflitos pessoais e segredos de cada um que a série vai ficando cada vez mais emocionante, pois a mobilidade social que começa a ser possível com mais facilidade por causa da guerra faz mudanças intensas na vida de todos os personagens.
Por causa disso, Dowton Abbey é um dos melhores programas para se acompanhar. O prazer com que o desenrolar da trama é acompanhado pelos espectadores fazem dessa série um dos principais programas da televisão britânica atualmente. Assistir é como um vício que leva o espectador a se questionar sempre o que virá pela frente, pois a narrativa extremamente envolvente faz com que o público fique agarrado ao vídeo esperando pelo próximo capítulo ansiosamente. Uma série maravilhosa e indispensável.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
SAGA ENTRE ORQUÍDEAS
Escrito pela romancista Lucinda Riley, o romance A Casa das Orquídeas é uma emocionante história de segredos e paixões que transcorre em duas épocas diferentes: a 2a Guerra e os dias atuais. A protagonista Julia Forrester busca superar seus traumas pessoais indo morar na casa de sua família que foi o cenário de grandes romances durante a 2a Guerra. O romance se desenvolve alternando as histórias de Julia e de sua antepassada, Olívia, que acontecem cheias de tragédias, segredos e romances.
O livro mostra essas histórias se entrelaçando de maneira a revelar como e porque certos fatos do passado aconteceram da maneira como ocorreram. Os personagens muito bem construídos e a trama se desenvolvendo devagar, mas introduzindo muito suspense, romances, acontecimentos que marcariam para sempre a vida de todos os personagens envolvidos faz com que A Casa das Orquídeas seja um romance emocionante para o leitor que gosta de narrativas românticas entremeadas por acontecimentos históricos.
Seguindo com uma longa tradição de romances que envolvem fatos da História em seus dramas e aventuras, A Casa das Orquídeas é uma excelente opção para quem aprecia esse tipo de literatura, pois empolga e emociona do começo ao fim.
O livro mostra essas histórias se entrelaçando de maneira a revelar como e porque certos fatos do passado aconteceram da maneira como ocorreram. Os personagens muito bem construídos e a trama se desenvolvendo devagar, mas introduzindo muito suspense, romances, acontecimentos que marcariam para sempre a vida de todos os personagens envolvidos faz com que A Casa das Orquídeas seja um romance emocionante para o leitor que gosta de narrativas românticas entremeadas por acontecimentos históricos.
Seguindo com uma longa tradição de romances que envolvem fatos da História em seus dramas e aventuras, A Casa das Orquídeas é uma excelente opção para quem aprecia esse tipo de literatura, pois empolga e emociona do começo ao fim.
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terça-feira, 5 de março de 2013
Saga apaixonante
Prosseguindo com sua linha de retratar situações históricas, Isabel Allende acerta mais uma vez em Inez da minha Alma onde combina a personagem histórica Inez Suárez com uma apaixonante história de amor. Além disso, mostra a construção da História do Chile através da trajetória da personagem histórica. Mulher que teve uma vida extremamente atribulada, Inez foi uma mulher à frente do seu tempo que lutou pela sua indepêndencia e teve participação importante na luta pela independência do Chile.
A narrativa da autora é emocionante e deixa o leitor preso a ela até o fim. Continuando com sua tradição de enfocar a trajetória histórica do Chile a partir de um personangem feminino, Isabel Allende prende o leitor com uma narrativa emocionante e que traz sempre expectativas sobre o desenrolar da história. Inez da minha Alma é mais um romance onde a autora consegue unir seu estilo já consagrado com elementos de realismo fantástico que são explorados com muita propriedade. Esse romance confirma o talento da escritora para prender o leitor da primeira a última página.
A narrativa da autora é emocionante e deixa o leitor preso a ela até o fim. Continuando com sua tradição de enfocar a trajetória histórica do Chile a partir de um personangem feminino, Isabel Allende prende o leitor com uma narrativa emocionante e que traz sempre expectativas sobre o desenrolar da história. Inez da minha Alma é mais um romance onde a autora consegue unir seu estilo já consagrado com elementos de realismo fantástico que são explorados com muita propriedade. Esse romance confirma o talento da escritora para prender o leitor da primeira a última página.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Uma viagem inesquecível
Meu Natal e Reveillon foram simplesmente sensacionais. Passar essas datas na Europa foi uma oportunidade de sair completamente da rotina e conhecer muitas coisas novas e diferentes. Sair da rotina é uma das situações mais interessantes que existe: você fica em um estado de suspensão do tempo. Parece que a sua vida fica tão longe. Essa distância faz com que eu e quem está viajando se sinta flutuando em outra realidade. Essa experiência tem seus momentos ruins, porque o tempo demora mais a passar. Mas, por outro lado, essa demora é muito boa.
Eu aprendi com essa viagem, depois de anos sem fazer nenhuma mais longa, que essa experiência é importante mesmo como sempre diz quem viaja com freqüência, porque sair de casa, cruzar um oceano, fazer coisas que não estejam na rotina muda a nossa percepção de nós mesmos. E essa mudança é muito boa para quem fica muito tempo parado no seu território conhecido e não costuma se arriscar muito.
O que eu mais aprendi com essa viagem foi que a oportunidade que viajar traz é muito maior que simplesmente sair de casa e conhecer outros lugares, ela tambem faz com que a pessoa reavalie a sua vida de longe e isso semppre é muito bom.
Eu aprendi com essa viagem, depois de anos sem fazer nenhuma mais longa, que essa experiência é importante mesmo como sempre diz quem viaja com freqüência, porque sair de casa, cruzar um oceano, fazer coisas que não estejam na rotina muda a nossa percepção de nós mesmos. E essa mudança é muito boa para quem fica muito tempo parado no seu território conhecido e não costuma se arriscar muito.
O que eu mais aprendi com essa viagem foi que a oportunidade que viajar traz é muito maior que simplesmente sair de casa e conhecer outros lugares, ela tambem faz com que a pessoa reavalie a sua vida de longe e isso semppre é muito bom.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Retrato cruel da realidade
O filme Em Nome de Deus faz um retrato denso e intenso de um episódio chocante ocorrido nas Filipinas: o seqüestro de um grupo de turistas e uma freira, Thérése Bergoui (Isabelle Huppert), que vão ao país levar mantimentos. A narrativa acompanha os dramas desse grupo ao ser obrigado a caminhar por um longo trajeto até o topo das montanhas filipinas. A postura de Thérése ao negociar com os seqüestradores o tempo todo faz dela a líder do bando de prisioneiros que passa por situações complicadas onde suas vidas correm perigo.
O desenvolvimento dos dramas individuais e coletivos dos prisioneiros se ocorre de maneira a interligar os dois lados formando uma teia que abrange tanto o desespero de cada um por estar vivendo uma situação-limite quanto a luta pela sobrevivência que se torna cada vez mais difícil à medida em que a floresta passa a cercar cada vez mais os personagens. A evolução dessa situação tão intensamente dramática faz com que o espectador se torne praticamente um outro personagem do filme, pois a cada momento ele sente-se uma parte da história cada vez mais próxima dos personagens.
O grande mérito de Em Nome de Deus é essa capacidade que o roteiro tem de trazer o espectador para o drama mostrado de modo a ele sentir as dores e dificuldades dos personagens. Por esse motivo Em Nome de Deus é um filme interessante e empolgante. A cumplicidade alcançada pelo excelente roteiro, pelos personagens bem construídos e pela excelente narrativa faz com que o público vá ficando cada vez mais envolvido com o clima do filme e se torne praticamente um dos reféns.
Essa capacidade é um dos principais méritos desse filme altamente recomendável e que proporciona momentos emocionantes ao público do bom cinema.
O desenvolvimento dos dramas individuais e coletivos dos prisioneiros se ocorre de maneira a interligar os dois lados formando uma teia que abrange tanto o desespero de cada um por estar vivendo uma situação-limite quanto a luta pela sobrevivência que se torna cada vez mais difícil à medida em que a floresta passa a cercar cada vez mais os personagens. A evolução dessa situação tão intensamente dramática faz com que o espectador se torne praticamente um outro personagem do filme, pois a cada momento ele sente-se uma parte da história cada vez mais próxima dos personagens.
O grande mérito de Em Nome de Deus é essa capacidade que o roteiro tem de trazer o espectador para o drama mostrado de modo a ele sentir as dores e dificuldades dos personagens. Por esse motivo Em Nome de Deus é um filme interessante e empolgante. A cumplicidade alcançada pelo excelente roteiro, pelos personagens bem construídos e pela excelente narrativa faz com que o público vá ficando cada vez mais envolvido com o clima do filme e se torne praticamente um dos reféns.
Essa capacidade é um dos principais méritos desse filme altamente recomendável e que proporciona momentos emocionantes ao público do bom cinema.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Um delicioso retrato da maturidade
Seguindo a tradição do cinema francês de retratar como é a vida na maturidade, o cineasta Stephane Roubelin faz um filme delicado, divertido e comovente que mostra um grupo de amigos idosos que resolvem dividir uma casa em busca de uma vida mais digna e independente.
O filme "E Se Vivêssemos Todos Juntos" é extremamente bem construído e possui um roteiro muito atraente que prende a atenção do espectador porque se desdobra naturalmente sem atropelos, revelando os dramas de cada membro do grupo. Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são pessoas que se encontram na mesma fase da vida, onde já viveram muito, já tiveram muitas histórias e, agora que estão no fim da vida, querem manter a liberdade que sempre foi o que mais valorizaram.
Por isso, a idéia de viverem todos juntos chega como uma alternativa para outro grande problema que assombra as pessoas principalmente na velhice: a solidão e o abandono. O filme mostra que a opção de viver em uma comunidade é o que traz uma nova esperança para todos os membros do grupo. Para cada um deles as relações construídas ali são as únicas alternativas à indiferença dos parentes, à solidão, ao desamparo e à incompreensão dos outros.
O grande mérito do filme é justamente essa visão da maturidade sem meias-palavras, sem amenizar os problemas que essa fase difícil enfrenta e, ainda assim, tratar isso com leveza e humor sem cair na pieguice. Um filme altamente rcomendável para quem gosta de histórias humanas e sensíveis.
O filme "E Se Vivêssemos Todos Juntos" é extremamente bem construído e possui um roteiro muito atraente que prende a atenção do espectador porque se desdobra naturalmente sem atropelos, revelando os dramas de cada membro do grupo. Annie (Geraldine Chaplin), Jean (Guy Bedos), Claude (Claude Rich), Albert (Pierre Richard) e Jeanne (Jane Fonda) são pessoas que se encontram na mesma fase da vida, onde já viveram muito, já tiveram muitas histórias e, agora que estão no fim da vida, querem manter a liberdade que sempre foi o que mais valorizaram.
Por isso, a idéia de viverem todos juntos chega como uma alternativa para outro grande problema que assombra as pessoas principalmente na velhice: a solidão e o abandono. O filme mostra que a opção de viver em uma comunidade é o que traz uma nova esperança para todos os membros do grupo. Para cada um deles as relações construídas ali são as únicas alternativas à indiferença dos parentes, à solidão, ao desamparo e à incompreensão dos outros.
O grande mérito do filme é justamente essa visão da maturidade sem meias-palavras, sem amenizar os problemas que essa fase difícil enfrenta e, ainda assim, tratar isso com leveza e humor sem cair na pieguice. Um filme altamente rcomendável para quem gosta de histórias humanas e sensíveis.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Um elefante morno
Seguindo com sua tradição de retratar a realidade social da Argentina, o cinema argentino apresenta mais um filme que explora esse filão: Elefante Branco de Pablo Trapero que faz uma análise dessa época na qual a crise econômica argentina atinge a população em todas as camadas sociais. O elefante do título e um edifício onde o padre Julien (Ricardo Darín) faz um importante trabalho social com o objetivo de livrar os jovens da criminalidade.
Esse momento tão complicado da realidade aparece na relação entre Julien, o padre estrangeiro Nicolás (Jérémy Reiner) e a assistente social Luciana (Martina Guzman) que se aproxima de Julian agravando a sua crise pessoal. Além disso, a relação entre Julian e a comunidade aparece através da ajuda que ele presta aos desabrigados que vão morar no prédio conhecido como Elefante Branco e que entram em conflito com o poder público por causa disso.
Ao longo do filme esses problemas se agravam e os moradores se unem para enfrentar o poder público. O filme vai narrando as diferentes dificuldades enfrentadas por todos os personagens mostrando como cada um enfrenta a situação.
Com momentos enfadonhos, Elefante Branco chega a irritar quem está na cadeira pela lentidão e falta de ação com que é conduzido em alguns momentos. O filme é interessante, mas seria melhor se tivesse um ritmo mais ágil e emocionante já que a trama carede de emoção da metade para o fim.
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